Colisão de comboios em Espanha faz mais de 60 mortos
Subiu para 64 os mortos no acidente ferroviário ocorrido na manhã desta quarta-feira, perto da estação de Urda, em Toledo.
Para o local da colisão, escreve a edição online do jornal La Vanguardia, seguiram "bombeiros de Alcázar de San Juan e Orgaz, a Defesa Civil de várias localidades vizinhas, três helicópteros de resgate médico e duas unidades de terapia intensiva móveis”.🆘️PRIMERAS IMAGENES DEL FATAL ACCIDENTE FERROVIARIO ENTRE DOS TRENES AVE, UN IRYO Y RENFE EN YEBENES. Fue una colision entre ambos, Hay muchos muertos y las primeras imágenes no auguran nada bueno. https://t.co/sh4v9FLSNk
— EQUALIZER3 (Eduardo G) (@egtegain) October 28, 2026
"Pediram-nos que preparássemos um ginásio, caso seja necessário utilizá-lo", adiantou o autarca de Urda, Manuel Galán, ouvido pela Televisión Española.
O Presidente da República, António José Seguro, adiou o evento comemorativo dos 170 anos da inauguração dos caminhos de ferro em Portugal, previsto para esta terça-feira à tarde, em solidariedade com as vítimas do grave acidente ferroviário ocorrido na província de Toledo, em Espanha.
Numa nota publicada na página oficial da Presidência da República, a 28 de outubro, o chefe de Estado anunciou que a iniciativa foi adiada para data a designar, justificando a decisão com a necessidade de manifestar "solidariedade e respeito" pelas vítimas e pelo povo espanhol.
António José Seguro enviou também uma mensagem de pesar ao rei de Espanha, Felipe VI, na sequência do acidente ferroviário, que provocou dezenas de mortos e numerosos feridos.
Na mensagem, o Presidente da República manifestou "profunda consternação" perante a tragédia e apresentou, em nome pessoal e em nome do povo português, "sentidas condolências às famílias enlutadas e a todo o povo espanhol".
O chefe de Estado expressou ainda votos de rápida recuperação aos feridos, numa manifestação de solidariedade portuguesa para com Espanha num momento de luto nacional.
De acordo com fontes governamentais citadas pelo diário espanhol, a hipótese mais provável aponta para uma falha humana no centro de controle de Atocha.
Entretanto, o Congresso dos Deputados espanhol anunciou o cancelamento de todos os eventos previstos para esta quarta-feira, na sequência do acidente.Consternado ante el grave accidente de trenes en Toledo. Permanezco en constante contacto con el ministro de Transportes, @oscar_puente_, y con el presidente de Castilla-La Mancha, @garciapage. Los servicios de emergencia están trabajando sobre el terreno para atender a las personas afectadas y garantizar su seguridad, en coordinación con todas las administraciones implicadas. Mi cariño, solidaridad y apoyo a todas las víctimas y sus familias.
— Pedro Sánchez (@sanchezcastejon) October 28, 2026
Em Madrid, está também a ser preparada uma sala na estação ferroviária de Atocha para prestar apoio aos familiares de possíveis vítimas e feridos.
O primeiro-ministro português, Luís Montenegro, apresentou "as nossas condolências e profunda solidariedade às famílias das vítimas", disponibilizando ajuda às autoridades espanholas.
A Casa Real espanhola afirmou estar "comovida e preocupada" com o acidente, partilhando "a dor das famílias e entes queridos dos falecidos".
Também o presidente do Conselho Europeu, António Costa, manifestou "profunda consternação" e apresentou condolências aos familiares das vítimas.
Já a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou: "Hoje, a Europa está de luto com vocês".
Jesús Jerónimo, de 54 anos, que viajava no segundo vagão do comboio de alta velocidade com destino a Sevilha, recorda o impacto: "Estava a trabalhar no meu computador quando senti uma aceleração muito forte e fui projetado contra o banco da frente". O passageiro relatou ainda que "as pessoas foram projetadas para fora do comboio. Pensámos que tínhamos descarrilado".
Já no exterior, os sobreviventes depararam-se com vários feridos e passageiros em estado de choque. "Havia muitos feridos e muitas pessoas estavam abaladas", contou Jerónimo, acrescentando que alguns passageiros procuravam ajudar as equipas de emergência, segurando "sacos de soro com as mãos".
Também alguns trabalhadores que se encontravam numa propriedade próxima acorreram ao local. "As pessoas estavam a tentar sair pelas janelas", relatou David Gómez, que, juntamente com os colegas, ajudou a libertar a área e a prestar os primeiros socorros.